Sadhana Yôga

A prática da ciência da Hatha Yôga é muito importante como uma medida natural e preventiva para assegurar a boa saúde. Sadhana significa prática espiritual diária da Yôga ou da Tantra. Cada yogi estabelece para si um tipo de sadhana diferente, mas todos têm a meta da Yôga, a moksha – libertação do ciclo do renascimento e morte, e iluminação espiritual.

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A primeira e clássica codificação da Yôga – os Yôga Sutras – escritos por Patañjali, o grande mestre e sábio indiano, no século VI a.C. revela-se a mais útil e de maior autoridade. Nos seus 196 sutras o autor sintetizou o essencial da filosofia e da técnica da Yôga; este sistema também é conhecido como Ashtanga Yôga por ser dividido em oito partes. O objectivo é a integração através da supressão das modificações da mente e a realização da sua verdadeira natureza espiritual. A sadhana definida pelos Yôga Sutras de Patañjali envolvem yama, niyama, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi. Outras formas de sadhana são kiirtan, bhajan, puja, kriya, mauna, etc. Estes oito “membros” não são apenas passos ou estágios, embora obedeçam a uma certa sequência. Eles são como os membros do corpo ou partes de uma casa, cada qual apresentando a sua própria função, ainda que nem todos sejam de igual importância.

O significado da palavra Yôga, vem da raiz sânscrita yuj, que significa “unir” “síntese” ou “contacto”. Quando a Yôga é praticada, um casamento interior acontece entre as várias partes complementares do corpo, como as energias vitais superiores, a vitalidade solar e lunar, a cabeça e o coração. Numa concepção mais elevada, o estado de unificação de Jivatma (a alma humana) com o Paramãtmã (a Divina Realidade), bem como o processo mental e a disciplina através da qual esta união é atingida, são ambos chamados Yôga.

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As práticas da Sadhana Yôga ajudam a harmonizar e equilibrar o metabolismo, regulando o sistema endócrino, fornecendo assim resistência para lidar com o stress; trabalham profundamente a revitalização das células do corpo afastando o envelhecimento precoce; são extremamente eficazes para o tratamento da hipertensão, da diabetes, da asma e da obesidade.

Quando executas certas asanas e segues determinadas disciplinas, abres e movimentas as energias que se acumularam e se estagnaram nos centros vitais do teu corpo, principalmente nas articulações. Um ponto muito importante das práticas da Sadhana Yôga, é a conexão com a tua respiração para auxiliar no relaxamento dos músculos e dos ligamentos, e para melhor canalizares e alinhares as correntes e os centros vitais do teu corpo. Muitas asanas foram estudadas para libertar essa energia latente, e são eficazes na transformação física e psicológica.

Não deves praticar asanas quando estás fisicamente debilitada(o), excepto sob a orientação expressa de um(a) terapeuta especialista no assunto da Ayurveda e da Yôga ou um(a) professor(a). Também não deves praticar imediatamente antes ou depois das refeições e nem após extremo esforço físico. As posturas invertidas não devem ser praticadas quando a mulher está menstruada e quando não se tem o domínio do equilíbrio físico e respiratório.

O estado de espírito no qual a pessoa está ao iniciar qualquer prática da Sadhana Yôga irá em grande parte, determinar o seu resultado. Por esta razão, não deves ser super ambiciosa(o), forçando as posturas, e sim, deixar que o corpo chegue a elas aos poucos e naturalmente.

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As melhores horas para as práticas da Yôga são ao amanhecer e ao entardecer. Uma rotina regular é benéfica; ter em atenção que os exercícios não são a meta da Yôga, mas sim alguns dos meios para alcançar o equilíbrio e fortalecer o corpo, a mente, e a Alma.

Na prática da Sadhana Yôga utilizo o método Iyengar para aprofundamento da mesma.


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