Dhyána – Meditação Tântrica

Há milhares de anos atrás, os yogis, ao meditarem no silêncio profundo de grutas e montanhas, foram capazes de se isolar não apenas dos sons externos, mas também do barulho do corpo físico, e focalizar as suas mentes nos centros de energia subtil (Chakras). Dispostos ao longo da espinha dorsal e no cérebro, existem sete centros de energia que controlam o funcionamento da mente e do corpo. Ao purificarmos a nossa mente e o nosso corpo através da meditação, esses centros subtis de energia podem ser percebidos e controlados.

A meditação traz, também, percepção, harmonia e ordem natural à vida humana. Ela desperta a inteligência, para realizarmos a vida feliz, tranquila e criativa. O despertar dessa inteligência criativa é a graça da meditação. Uma das finalidades da meditação (talvez a mais importante) é centralizar e expandir a consciência de encontro à Consciência Suprema (Parama Purusa) de forma consciente, a contemplação do Supremo (Samadhi). Progressivamente, a meditação desenvolve o entendimento interior (autoconhecimento) da nossa relação com o exterior e estabelece conscientemente o vínculo existencial com a Alma pessoal (Jiva), proporcionando o equilíbrio e a realização espiritual (Prajna). Assim, lenta e diariamente, vencemos certas barreiras que nos impedem de sermos felizes, tais como: fragilidades de carácter, carências de amor, escassez de propósitos na vida, etc, que originam máculas e desarmonias nos corpos, físico, emocional, sentimental, mental e espiritual.

A meditação requer disciplina própria e constante, mas a serenidade e paz que concede vai penetrando profundamente, removendo e transformando a personalidade. Na sua forma mais efectiva, a concentração (dharana) é acompanhada pela atenção discriminativa, uma outra função da mente que, como um guarda, está alerta contra distracções e pensamentos perturbadores. Assim, a mente mergulha cada vez mais profundamente na meditação – as ondas mentais e a respiração tornam-se mais lentas. Gradualmente, todas as tempestades mentais se acalmam, a respiração é suspensa, a mente é suspensa, e o corpo físico parece ficar metamorfoseado em luz. Um fluxo de encanto fluí de uma fonte eterna, e sentimos a nossa consciência a abranger o espaço infinito.


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“A especialidade da meditação tântrica reside no uso de técnicas de concentração, respiração, som e visualização. Como diz o ditado, o Um contém os muitos, e os muitos se dissolvem no Um. Ou seja, para se ser capaz de focar no aspecto mais subtil da consciência, a mente está focada num ponto, de modo que todos os outros pensamentos, excepto o foco no Um, se dissolvam, como sal, na mente, no próprio oceano interior. O foco intenso abre a porta para a visão do desfocado e ilimitado. Nessa prática de focar a mente num ponto, a mente (com a ajuda do mantra e da respiração), expande-se no seu próprio espaço, no seu próprio reino de consciência, uma tarefa difícil – não, impossível – de se realizar sem uma concentração profunda. Então, primeiro a atenção plena, depois a remoção (pratyahara), depois a concentração (dharana), depois a expansão e absorção no espírito além da mente (dhyana). E entre todas essas camadas – atenção plena. E, porque essa última experiência é tão subtil, e a tendência da mente é envolver-se em actividades menos refinadas e erráticas, esta requer prática diária para manter a sua frequência e fluxos vibrantes e maravilhosos, mesmo que seja por períodos curtos de tempo. Ao retornarmos, quando envolvidos no mundo, estamos mais intimamente em contato com o Um; abraçando com mais facilidade a dança de muitos; apreciamos mais profundamente o vibrante esplendor do mundo.”
– Ramesh, in “Tantric Meditation”